Nos dias 5 a 7 de junho, professores e estudantes de 8ª série do Colégio de Aplicação, partiram para Fraiburgo, no Meio Oeste catarinense, para dar continuidade ao processo de pesquisa em torno de questões relacionadas ao problema da posse da terra no Brasil. Nosso destino foi o Assentamento Vitória da Conquista, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Ficamos hospedados em duas salas de aula da Escola 25 de Maio. A recepção amorosa dos estudantes e professores daquela Escola nos deu disposição para os trabalhos que deveriam ser realizados. A realização de entrevistas, as conversas informais, os jogos, o encontro para as deliciosas refeições, proporcionaram campo fértil para estudantes do meio urbano e rural se conhecerem, trocarem idéias e conhecerem o caráter complexo da realidade que vivenciavam.
domingo, 22 de junho de 2008
Lutas e Resistências pela Terra na História - Um espaço de diálogo
No dia 31/05/08, num ensolarado sábado pela manhã, reunimos professores, estudantes e pesquisadores para um debate especial. As discussões giraram em torno das múltiplas questões que envolvem a luta pela posse da terra em nosso país. Contamos com a presença de profissionais envolvidos com essas questões: Profº Dr. Paulo Pinheiro Machado (UFSC), Profª M.Sc. Ângela Della Flora (UFSC) e Profº Daniela (Setor de Direitos Humanos do MST).
Oficina: A entrevista na pesquisa escolar
O que é uma entrevista? Qual a importância da
entrevista para uma pesquisa? Esses e outros temas foram discutidos no encontro entre a Profª Dra. Maria Inêz Probst Lucena (CA-UFSC), estudantes e professores das 8as. séries do Colégio de Aplicação, no dia 30/05/08.
Este encontro proporcionou a troca de experiencias entre o profissional pesquisador e os iniciantes no caminho da pesquisa.
Este encontro proporcionou a troca de experiencias entre o profissional pesquisador e os iniciantes no caminho da pesquisa.
Lutas e Resistências pela Terra na História - Um espaço de diálogo
No dia 31 de maio, um sábado ensolarado, realizamos uma mesa redonda com o propósito de discurtimos as múltiplas questões que envolvem a luta pela posse da terra. Este evento constitui discussão obrigatória para professores e estudantes das 8ªs séries do Colégio de Aplicação, comprometidos com as atividades de pesquisa do projeto "Pés na Estrada do Conhecimento".
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Caderno Caminhos e Ensaios


Todas as ações desenvolvidas pelo projeto pretendem situar os estudantes como produtores de conhecimento. A elaboração de projetos de pesquisa, a realização dos trabalhos de campo e a sistematização das idéias apontam para isso. São muitos os caminhos e tentativas de entender a dinâmica do real. Escrever, rever idéias e reescrever são ensaios, ou seja, tentativas de traduzir em palavras a apreensão da realidade que nos cerca. Assim nasceu o caderno "Caminhos e ensaios". Em sua primeira edição, reúne textos de autoria dos estudantes. São escritos em construção, mas repletos de curiosidade e tentativa de interpretar o mundo em que vivemos. Parabéns aos jovens autores.
Ser autor
Michelle e Vinícius[1]
Há pouco tempo concluímos uma fase essencial em nossas vidas: o ensino fundamental. Durante esses anos conhecemos extraordinários professores que além de nos transmitirem conhecimento foram amigos. Amigos que nos apoiaram, que nos auxiliaram nesta longa caminhada.
Estamos aqui falando não por nós mesmos, mas por todos os alunos que fizeram parte do corpo de um projeto, o projeto Pés na Estrada do Conhecimento, este ano coordenado pelos professores José Carlos da Silveira, Marise da Silveira, Tânia Mara Cassel Trott e Maria da Graça Maria.
As viagens propostas pelo Projeto, nos levam a ampliar nossa visão crítica diante do estilo de vida e do cotidiano dos integrantes do Movimento Sem-Terra, em Fraiburgo. Nos levaram a conhecer as fascinantes igrejas, museus, casas, ruas, das inesquecíveis cidades históricas de Minas Gerais. Nos levaram a embarcar nos belos mares que banham a redondeza de nossa Florianópolis e a conhecer as ilhas mágicas, o céu azul, as muralhas e os canhões que um dia fizeram parte de uma luta, de uma guerra, que construíram a nossa verdadeira identidade.
Todos os trabalhos e pré-projetos realizados pelos grupos, tiveram determinados temas. Ao escolher um tema e realizar o pré-projeto antes de ir a campo, podemos fazer uma síntese de tudo o que queremos questionar, para que o trabalho seja rico e alcance o seu objetivo.
Primeiramente os alunos precisam de preparo e organização, e ao chegarem ao destino saberem o que e como fazer.
Os professores estarão sempre com vocês. Anotem, questionem, fotografem, filmem, coletem todo e qualquer tipo de informação, que vá lhes servir. E por favor, façam tudo com antecipação, não deixam nada para última hora.
Muitas pessoas às vezes se perguntam sobre o que é ser autor, e nós que já participamos deste projeto podemos responder.
Ser autor é planejar, programar, se organizar, ter informações e teoria em mãos. Conteúdos que vocês vão moldar, construir e sistematizar com criatividade em grupos.
Aproveitem tudo o que for oferecido à vocês, pois esses momentos não voltam mais. São momentos únicos de conhecimento, de aprendizagem, de aventura e ao mesmo tempo de diversão.
A viagem de Minas Gerais é um exemplo notável de cultura e de história. Ao caminhar pelas ruas, ao entrar em cada igreja, nas minas de ouro, vocês vão viajar lá para o século XVIII. As viagens de campo são momentos que os alunos têm a oportunidade de ampliar o seu conhecimento observando os patrimônios históricos, não em fotos, não em livros, não em textos em salas de aula, mas sim ao vivo e a cores.
Então é por isso que todos nós que já passamos por estas experiências podemos dizer que todos os trabalhos, todos os pré-projetos, todas as reuniões de grupo, transformam os alunos. Nos transformam no sentido de criar novas responsabilidades, e com certeza na criação de um vínculo de amizade entre as turmas, entre os alunos e os professores. Nós que acabamos de passar por tudo isso e que vocês vão começar a vivenciar, podemos dizer que construímos uma família aqui dentro do Colégio de Aplicação. Sendo o colégio nossa segunda casa, e os professores nossos pais, que nos ajudam a caminhar nessa Estrada do Conhecimento.
A todos os alunos e pais: não deixem de participar ativamente desse projeto, e realizá-lo com carinho e dedicação, pois somos muito privilegiados.
Hoje, recordamos de todas as reuniões de grupo nos feriados e à noite depois da aula, as discussões, as idéias, as noites que ficamos construindo trabalhos até altas horas, as discussões em sala com os professores, as trocas de e-mail, as vezes que fizemos e refazemos os nossos textos. A tristeza de ter perdido todo o material construído, mas ao mesmo tempo a alegria e a dedicação de ter feito tudo novamente. As satisfações de ver os trabalhos feitos em exposições para a nossa família e os elogios recompensam tudo isso e muitos outros sentimentos são vivenciados por nós, autores, que hoje podemos dizer que a missão foi cumprida.
Então, vocês que vão agora passar por tudo isso, se dediquem ao máximo, pois no próximo ano, quem vai estar aqui no nosso lugar, são vocês.
Uma boa sorte a todos, e uma maravilhosa trajetória aos futuros autores.
[1] Alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio de Aplicação – UFSC. Fala realizada durante a manhã de lançamento de Caminhos e Ensaios, no dia 17 de maio de 2008.
Há pouco tempo concluímos uma fase essencial em nossas vidas: o ensino fundamental. Durante esses anos conhecemos extraordinários professores que além de nos transmitirem conhecimento foram amigos. Amigos que nos apoiaram, que nos auxiliaram nesta longa caminhada.
Estamos aqui falando não por nós mesmos, mas por todos os alunos que fizeram parte do corpo de um projeto, o projeto Pés na Estrada do Conhecimento, este ano coordenado pelos professores José Carlos da Silveira, Marise da Silveira, Tânia Mara Cassel Trott e Maria da Graça Maria.
As viagens propostas pelo Projeto, nos levam a ampliar nossa visão crítica diante do estilo de vida e do cotidiano dos integrantes do Movimento Sem-Terra, em Fraiburgo. Nos levaram a conhecer as fascinantes igrejas, museus, casas, ruas, das inesquecíveis cidades históricas de Minas Gerais. Nos levaram a embarcar nos belos mares que banham a redondeza de nossa Florianópolis e a conhecer as ilhas mágicas, o céu azul, as muralhas e os canhões que um dia fizeram parte de uma luta, de uma guerra, que construíram a nossa verdadeira identidade.
Todos os trabalhos e pré-projetos realizados pelos grupos, tiveram determinados temas. Ao escolher um tema e realizar o pré-projeto antes de ir a campo, podemos fazer uma síntese de tudo o que queremos questionar, para que o trabalho seja rico e alcance o seu objetivo.
Primeiramente os alunos precisam de preparo e organização, e ao chegarem ao destino saberem o que e como fazer.
Os professores estarão sempre com vocês. Anotem, questionem, fotografem, filmem, coletem todo e qualquer tipo de informação, que vá lhes servir. E por favor, façam tudo com antecipação, não deixam nada para última hora.
Muitas pessoas às vezes se perguntam sobre o que é ser autor, e nós que já participamos deste projeto podemos responder.
Ser autor é planejar, programar, se organizar, ter informações e teoria em mãos. Conteúdos que vocês vão moldar, construir e sistematizar com criatividade em grupos.
Aproveitem tudo o que for oferecido à vocês, pois esses momentos não voltam mais. São momentos únicos de conhecimento, de aprendizagem, de aventura e ao mesmo tempo de diversão.
A viagem de Minas Gerais é um exemplo notável de cultura e de história. Ao caminhar pelas ruas, ao entrar em cada igreja, nas minas de ouro, vocês vão viajar lá para o século XVIII. As viagens de campo são momentos que os alunos têm a oportunidade de ampliar o seu conhecimento observando os patrimônios históricos, não em fotos, não em livros, não em textos em salas de aula, mas sim ao vivo e a cores.
Então é por isso que todos nós que já passamos por estas experiências podemos dizer que todos os trabalhos, todos os pré-projetos, todas as reuniões de grupo, transformam os alunos. Nos transformam no sentido de criar novas responsabilidades, e com certeza na criação de um vínculo de amizade entre as turmas, entre os alunos e os professores. Nós que acabamos de passar por tudo isso e que vocês vão começar a vivenciar, podemos dizer que construímos uma família aqui dentro do Colégio de Aplicação. Sendo o colégio nossa segunda casa, e os professores nossos pais, que nos ajudam a caminhar nessa Estrada do Conhecimento.
A todos os alunos e pais: não deixem de participar ativamente desse projeto, e realizá-lo com carinho e dedicação, pois somos muito privilegiados.
Hoje, recordamos de todas as reuniões de grupo nos feriados e à noite depois da aula, as discussões, as idéias, as noites que ficamos construindo trabalhos até altas horas, as discussões em sala com os professores, as trocas de e-mail, as vezes que fizemos e refazemos os nossos textos. A tristeza de ter perdido todo o material construído, mas ao mesmo tempo a alegria e a dedicação de ter feito tudo novamente. As satisfações de ver os trabalhos feitos em exposições para a nossa família e os elogios recompensam tudo isso e muitos outros sentimentos são vivenciados por nós, autores, que hoje podemos dizer que a missão foi cumprida.
Então, vocês que vão agora passar por tudo isso, se dediquem ao máximo, pois no próximo ano, quem vai estar aqui no nosso lugar, são vocês.
Uma boa sorte a todos, e uma maravilhosa trajetória aos futuros autores.
[1] Alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio de Aplicação – UFSC. Fala realizada durante a manhã de lançamento de Caminhos e Ensaios, no dia 17 de maio de 2008.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
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